O pesquisador brasileiro Ami Klin, diretor do Marcus Autism Center, o maior centro de pesquisa e tratamento sobre Transtorno do Espectro Autista - TEA nos Estados Unidos e sua equipe, há mais de uma década, vêm desenvolvendo pesquisas como forma de identificar precocemente os sinais do autismo.
Muito gentil, disponibilizou a equipe deste blog um pouco de sua pesquisa. Desta forma, você pode acessar esse material por meio dos links abaixo:
Eugênio Cunha Doutor em educação, psicopedagogo, jornalista, palestrante, pesquisador e professor fala sobre autismo e inclusão em uma entrevista ao Canal Futura - Programa Conexão Futura. Confira:
Autor de muitos livros, como: Afeto e aprendizagem, Autismo e inclusão, Afetividade na prática pedagógica, Práticas pedagógicas para inclusão e diversidade e Autismo na escola: um jeito diferente de aprender, um jeito diferente de ensinar, publicados pela WAK Editora, proporciona conhecimento sobre a inclusão a professores, acadêmicos e a quem interessar-se em conhecer melhor o mundo do Autismo.
Umas das principais características do autismo é não saber como lidar com as emoções. Para qualquer criança as emoções são obstáculos a superar. Assim, como lidar com sentimentos de raiva, tristeza e as frustrações que fazer parte do dia a dia?
Crianças autistas tem maior dificuldade em lidar com esses sentimentos e eventualmente tem momentos de sobrecarga sensorial. Muitas vezes confundidas com birra. Que como qualquer criança, o faz como forma de conseguir algo ou simplesmente testar os limites dos adultos.
Como então, diferenciar uma birra de uma crise ou descarga sensorial?
É importante saber reconhecer cada uma delas, para melhor intervir e ajudar a criança.
Assista o vídeo "birras e crises da criança autista: como lidar", produzido pelo site Lagarta vira pupa que muito auxiliará em como agir nestas situações.
Sabemos que a rotina tem papel fundamental para o desenvolvimento de qualquer criança. Para crianças com Transtorno do Espectro Autista - TEA saber o que vai acontecer com antecedência diminui a ansiedade, possibilita a organização, favorece a aprendizagem e a comunicação.
Estabelecer uma rotina deve estar no plano de ensino do professor e ser combinada previamente com o aluno de acordo com suas necessidades.
Uma forma de estabelecer uma rotina na escola e em casa com uma criança autista é utilizar o sistema de PEC’s (Picturing Exchanging Communication System). Método que usa imagens que vão sendo trocadas, de forma a facilitar a memorização da sequência de uma atividade e também das tarefas do dia a dia como um todo.
O professor deve organizar
o ambiente físico da sala de aula a partir de placas que tenham desenhos para indicar
coisas básicas como: Ir ao banheiro, comer, beber água, um brinquedo
especifico, sair de sala, etc. Essas
placas devem ser trabalhadas com o aluno autista e esse com o tempo poderá se
comunicar com a professora e os colegas, bem como compreender a rotina escolar para melhor adaptar-se e favorecer a aprendizagem.
Sugestões de figuras para montar a rotina com o aluno:
Que tal preparar a turminha para receber um novo colega?
Vídeo elaborado para a disciplina de Neurociência e Aprendizagem do segundo semestre do curso de pedagogia do Mackenzie. (02Q)
Imagens: Ziraldo Paula Penteado Publicado em 8 de nov de 2015 Vídeo educativo - Autismo